3 Soluções SIG para o Caos da Segurança Pública no Rio de Janeiro

A calamidade financeira, pela qual passa o estado do Rio de Janeiro, figura como o epicentro de todo o caos que passa a cidade maravilhosa. Seja por culpa de ingerência política ou por culpa do cenário econômico nacional degradante, todos os dias a desordem alcança níveis sem precedentes, em especial na segurança pública.

No Rio de Janeiro, a segurança pública, geralmente, é sumariamente definida como problema de polícia. O que se vê nas ruas é um patrulhamento ostensivo e reativo, onde o agente da segurança pública (policial ou guarda) se preocupa somente com os delinquentes ou meliantes naquele espaço de abrangência do mesmo.




Essa situação, além de colocar a vida do agente em risco por deixa-lo exposto a ataques em série, torna a segurança pública ineficaz por não “prever” ou se antecipar a atos criminosos. Dessa forma, o Sistema de Informações Geográficas se apresenta com alto grau de relevância na atuação preventiva contra o crime organizado.

Em tempos de pré-informática, a polícia já utilizava informações geográficas no planejamento de patrulhas diárias. Consistia em aplicar alfinetes onde havia ocorrência de crimes e, a partir disso, desenhar as manchas criminais. Era um trabalho custoso (tempo) e pouco efetivo, pois, além do mapa ser estático, os dados ficavam obsoletos rapidamente.


Solução SIG

Com o advento do SIG, o planejamento ficou mais acessível, podendo ser feito com softwares gratuitos, como o QGIS. Abaixo, vou elencar 3 soluções que facilitam o trabalho da polícia (ou das forças armadas) no planejamento do combate a criminalidade:



1. Planejamento de Viaturas por Manchas de Crimes: Se configura como a operação mais comum dentro desse contexto. Com mapeamentos por densidade ou por interpolação, é possível identificar as áreas mais críticas, a fim de orientar os esforços de viaturas. As ocorrências, também, podem ser alimentadas com dados novos continuamente, a partir da elaboração de rotinas de processamento para esses fins;

2. Orientação de Equipes a partir do Mapeamento de cada tipo de delito: O mapeamento temático por tipo de delito colabora no apoio as divisões de operação e na sua abrangência por circunscrição de delegacias por bairros. A ação segmentação das áreas dos delitos é expressivo por organizar a atuação das delegacias e dos grupos especiais de intervenção;

3. Visualização dos Delitos por regiões e ações sociais afirmativas: Do ponto de vista do macroplanejamento, os mapeamentos dos delitos por região podem auxiliar forças exógenas ao estado, como as tropas federais. A visão geral proporciona capacidade de “cobertura” às forças policiais já presentes na região. Um contrapeso a todas as estratégias policiais, uma vez controlada a situação em determinada região, as ações sociais afirmativas são fundamentais para o aumento da presença do estado em regiões carentes, com o apoio de investimentos públicos em saneamento e educação. Isso permite que a degradante situação da região, que outrora era dominada pelo crime, não se perpetue.


Em vista disso, o apoio a segurança pública não se configura somente na guerra urbana de polícia contra bandido. A segurança pública deve ser planejada e usar estratégias para redução de desigualdades sociais. Dessa forma, os índices de criminalidade se reduzirão por ações afirmativas e de longo prazo e não por armamentos pesados de solução de curto prazo.


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